Cruel, mas real: ele teve 99,9% de acerto e mesmo assim perdeu US$ 1,4 milhão

JR Hildebrand. Talvez os fãs do automobilismo lembrem este nome.

Indianápolis, maio de 2011. JR Hildebrand abre a última volta da corrida mais famosa do mundo, as 500 milhas de Indianápolis, na liderança.

Ele já havia feito 249 voltas, cada uma com 4 curvas, de maneira perfeita. Passa pela curva 1, curva 2, reta oposta e curva 3 mais uma vez com perfeição. Então vem a curva derradeira…

A consagração suprema – e uma bolada – estão muito, muito próximas. Mas Hildebrand erra, bate no muro e perde a corrida. Na última curva! Ainda chegou emsegundo lugar, se arrastando. Lembro que minha reação vendo o acidente pela TV foi gritar “Não acredito, não é possível!”.

Sim, foi possível!

Além de perder aquela que foi possivelmente a maior chance da sua vida de escrever seu nome na galeria de campeões de Indianápolis, Hildebrandlevou um prejuízo de mais de US$ 1,4 milhão – diferença da premiação entre o primeiro e segundo colocados.

Percebe o tamanho da crueldade que o esporte proporciona às vezes? Ele acertou 999 de 1000 curvas, 99,9% de aproveitamento, e mesmo assim perdeu a corrida e muito dinheiro.

Assim como no automobilismo, para ganhar um torneio de poker você tem que ser perfeito do início ao fim.

Largada, mudanças de temperatura, pneus, bandeiras amarelas, desgaste dos carros, retardatários, chuva/sol, e por aí vai, são muitas variantes que podem mudar a situação de uma corrida (lembram como Ayrton Senna se aproveitava delas?).

No poker é igual. Imagine que frustrante fazer 999 jogadas perfeitas no Main Event da World Series of Poker (WSOP) e ser eliminado na bolha da mesa final por uma jogada errada?

Early game, middle game, bubble, late game, mesa final, heads-up: você tem que estar preparado para tudo e para todas as fases de um torneio. Ou você corre o risco de acabar jogando fora grandes oportunidades de vencer e se consagrar.

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